
QUEM FOI PAULO STUART WRIGHT?
Paulo Stuart Wright foi um político catarinense, professor e militante político que se tornou um símbolo da resistência democrática durante a ditadura militar no Brasil.
Nascido em 1933, em Santa Catarina, ele formou-se em sociologia e teologia, atuando inicialmente ligado a movimentos sociais e à Igreja. Wright foi eleito deputado estadual em Santa Catarina em 1962, defendendo pautas voltadas à justiça social, aos trabalhadores e às reformas de base propostas no início da década de 1960.
Após o golpe militar de 1964, que instaurou a ditadura no país, ele teve seu mandato cassado e passou a ser perseguido politicamente. Diante da repressão crescente, entrou para a militância clandestina contra o regime.
Em 1973, durante o período mais duro da repressão, Paulo Stuart Wright foi preso por agentes da repressão do regime militar e desapareceu. Desde então, nunca houve esclarecimento oficial completo sobre seu destino. Ele é reconhecido como um dos desaparecidos políticos da ditadura brasileira.
Hoje, sua história é lembrada como parte da luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela memória das vítimas da ditadura militar no Brasil.
Na Assembléia Legislativa de Santa Catarina (ALESC) existe um espaço que homenageia Paulo Stuart Wright.
O Plenárinho da ALESC recebeu oficialmente o nome de “Plenário Deputado Paulo Stuart Wright”. Essa homenagem foi feita para reconhecer:
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Sua atuação como deputada estadual catarinense eleito em 1962;
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Sua defesa das reformas sociais e da democracia;
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E o fato de ele ter sido cassado e posteriormente desaparecido político durante a ditadura militar.
O Plenarinho é um espaço menor dentro da Assembléia, utilizado para:
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Reuniões de comissões parlamentares,
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Audiências públicas,
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Debates e eventos institucionais.
Dar o nome de Paulo Stuart Wright a esse plenário tem um significado simbólico importante: manter viva a memória democrática e lembrar parlamentares e cidadãos do período de repressão político vivido no Brasil.
A família de Paulo Stuart Wright
Esta família tem uma história bastante marcante em Santa Catarina e no Brasil, especialmente na religião, na política e na defesa dos direitos humanos.
Origem da família
Os Wright eram descendentes de missionários presbiterianos de origem norte-americana que se estabeleceram no Brasil no início do século XX. A família teve forte ligação com a igreja presbiteriana e com a educação, influenciando várias gerações.
Esse ambiente familiar valorizava muito:
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educação e formação intelectual
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participação social e política
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valores religiosos ligados à justiça social
Isso ajudou a moldar o perfil público de vários membros da família.
O irmão que denunciou a ditadura
Um dos irmãos de Paulo Stuart Wright foi o pastor presbiteriano
James Wright.
James Wright teve um papel histórico na denúncia das violações cometidas pela ditadura militar. Ele participou, junto com o cardeal
Paulo Evaristo Arns, da organização do projeto que resultou no livro
Brasil: Nunca Mais.
Esse trabalho foi extremamente importante porque reuniu documentos secretos da própria Justiça Militar, revelando centenas de casos de tortura e perseguição política durante o regime.
A busca pela verdade
Depois do desaparecimento de Paulo Stuart Wright em 1973, a família passou décadas:
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denunciando o caso nacional e internacionalmente;
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pressionando o Estado brasileiro por esclarecimentos;
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participando de iniciativas de memória e direitos humanos.
Essa mobilização ajudou a manter o caso vivo na história política brasileira.
Uma família ligada à memória democrática
Por causa dessa trajetória, a família Wright acabou se tornando uma referência na defesa da democracia e dos direitos humanos no Brasil.
A memória de Paulo Stuart Wright continua sendo preservada por instituições, pesquisas históricas e homenagens públicas, especialmente em Santa Catarina.
Isso explica por que ele não é lembrado apenas como um ex-deputado, mas também como um símbolo da luta democrática e da resistência à ditadura.